Metaverso no Jogo Político

Reprodução / Meio e Mensagem

Atualmente, com a globalização e maior utilização da Internet, todo mundo só anda falando sobre os mundos virtuais e de suas promessas revolucionárias. O termo Metaverso ganhou notoriedade na mídia e nas redes, uma das palavras mais digitadas em sites de buscas desde o fim de 2021, depois que Mark Zuckerberg anunciou que a empresa Facebook mudaria seu nome para Meta, afirmando no seu anúncio que o foco da companhia passaria a estar no mercado de realidade aumentada (RA) e realidade virtual (RV).

Você sabe o que Metaverso significa? E como ele poderia estar no jogo Político?
Para compreendermos melhor o conceito deste termo, é imprescindível que o comparemos com a internet atual. Hoje em dia, a “vida digital” é acessada com smartphones, tablets, IPads, notebooks e computadores onde as redes sociais são as principais mediadoras do ambiente virtual. Já com o Metaverso a experiência virtual será muito mais imersiva, não sendo apenas uma navegação superficial na web, mas será possível vivenciá-la a fundo. Como uma utopia futurista, o Metaverso se define a procurar unir os mundos virtuais e reais, fazendo com que dentro dessa navegação cada pessoa possa ser, fazer e construir o que quiser. Um exemplo bem comum é os jogos “online” com avatares de humanos interagem uns com os outros, em mundos virtuais construídos por eles, numa semelhança ou não do mundo real. Contudo, não se resume somente a isso, os empreendedores vêm utilizando dessa ferramenta tecnológica de modo a criar produtos e serviços, como a exemplo da empresa Windows que pretende construir um “Metaverso Empresarial” na busca de importar a realidade para o digital.  Os anunciantes já estão presumindo como tudo isso poderá afetar a política.
No mundo político, uma das aplicações que vem fazendo mais sentido é a realização de comícios eleitorais e outros eventos de forma virtual, dentro de uma plataforma Metaverso.  Para isso acontecer, o candidato terá que alugar um lote virtual como The Sandbox, Decentraland ou Cryptovoxels, onde as suas estruturas serão customizadas e poderão ser adicionadas ao ambiente virtual fotos, vídeos e áudios em tempo real.
Este novo conceito pode ser muito vantajoso para o político. Na seara financeira, este terá um custo de realização menor do que um evento real, e diante do vasto poder de alcance da internet a divulgação poderá ser feita por diversos canais, assim seu apelo terá mais eficácia sendo realmente direcionado ao seu público alvo.
Para o eleitor interessado o evento é acessível através de qualquer instrumento tecnológico, com possibilidade de interação em realidade virtual e realidade aumentada. É uma tática particularmente interessante para se conectar com o eleitorado mais jovem e antenado nas novidades tecnológicas, mas sem dúvida terá uma parcela de público excludente.
O fato é que estamos em ascensão e a vida que conhecemos hoje está prestes a ser revolucionada pela tecnologia mais uma vez. Notoriamente que surgirá uma nova classe política dedicada exclusivamente ao Metaverso e adepta ao revolucionário mundo virtual. Já são chamadas “Novas Estratégias” para o jogo político.