Protagonismo da mulher na política continuará em pauta

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Que as mulheres têm se destacado na política ninguém duvida, principalmente pela representatividade delas frente ao parlamento que vem sendo discutida amplamente na mídia, assim como as posições de fala diante da sociedade. E, claro, não dá para esquecer o momento em que elas conquistaram o direito de votar, data que ficou marcada somente em fevereiro de 1932, quando o Código Eleitoral passou a assegurar o sufrágio feminino.

 

Embora essa representatividade tenha ganhado cada vez mais espaço, principalmente na figura das parlamentares, a luta para conquistar mais visibilidade frente ao preconceito de gênero ainda continua. De acordo com a Agência Brasil, o Mapa das Mulheres na política em 2020, feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela União Interparlamentar (UIP), o Brasil ocupa o 140° lugar no ranking de representação feminina no parlamento.

Com essas premissas, outros destaques também devem ser lembrados. Entre eles a atuação da Bancada Feminina na CPI da Pandemia que, em relatório final, incluiu a ampliação da participação das mulheres em trabalhos parlamentares, proporcionando espaços justos para que continuem a trabalhar por quem representam.

 

Criada no ano passado enquanto acontecia a CPI da Pandemia e por meio do Projeto de Resolução 6/2021, a Bancada Feminina no Senado ficará marcada para sempre na história. Na época, senadoras afirmaram que isso dava muito mais protagonismo e espaço para elas, tanto que documentos preparados pela senadora maranhense Eliziane Gama asseguram a participação de pelo menos duas integrantes da Bancada Feminina nas comissões permanentes temporárias.

 

Paralelamente a isso, aqui no Brasil, apenas 15% das cadeiras da Câmara Federal são ocupadas por mulheres, seguido de 12% no Senado Federal. Isso quer dizer que elas são apenas 77 dos 513 parlamentares escolhidos para representar o povo brasileiro na Casa.

 

Dessa forma, um ponto importante deve ser ressaltado, como a garantia ao respeito às mulheres em ambientes políticos, de modo que se sintam à vontade e livres para defender seus projetos e propostas sem ter seus momentos de fala roubados ou interrompidos pelos homens e de forma que continuem tendo espaços igualitários para trabalhar em mais criação de políticas públicas para mulheres como,  por exemplo, o combate à violência, empoderamento feminino emprego e renda.

 

Com informações do TSE, Agência Brasil, Agência Senado , Câmara Federal, Elas no Poder e IBGC.